segunda-feira, 11 de abril de 2011

Gesto brega?





Puxeta! Aquela puxada no cós da calça era como uma fisgada no calo.

Repartindo a bunda em duas. Pior que pata de camelo. Que aliás, acho até bonito, sensual. Gosto duvidoso? O problema é meu. Fica parecendo capô de fusca. Sempre gostei de fusca, será que é por isso?


Bom, definitivamente puxeta broxa qualquer um.


Ela insistia, toda vez que levantava da poltrona do ônibus, colocava a bolsa no assento e, ai!, puxava a maldita calça para cima. Aquilo era demais.


Eu sempre me sentava no último banco e podia vê-la, meio assim, de  viés.


Lembro da vez que levantei primeiro, e ela, sonolenta, depositou o corpo sobre a poltrona da frente, de relance pude ver sua calcinha, oras não vi toda, somente a parte de cima, cintura Saint-Tropez tem este problema, mostra mais do que devia. E era beje. Tremi. Será que era casada? Infeliz do marido. Uma mulher com aquele gesto... nãa! nãa! nãa!, pior que puxar a calcinha enfiada no rego, aliás, é muito excitante, e quando é acompanhada daquele barulhinho de chicote estalado no ar, oh!, que arrepio. Mas puxeta? não, não dá!


Ela passou a marcar meu tempo, sempre que levantava era o sinal que meu ponto havia chegado. Aguardava e... ai!, pior até que chupar a espuminha do fundo do copo. Aquele biquinho, e aquele barulhinho, oh! que excitante. Mas puxeta não, meu Deus não!
Um dia ela foi de vestido, tubinho preto, o cabelo arrumado e a marquinha da calcinha desaparendo em meio as bandas, ela virou e olhou para mim. Corei. Não de vergonha. Mas como assim, cadê a... puxeta.


Hoje estamos fazendo dez anos de casado, as carolas dizem que são bodas de estanho, oras disto não entendo, escuto a voz do promoter chamando o casal para receber os aplausos, espero ela levantar, dá apenas dois passos, e oh!, puxou o cós da calça...

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